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A união do Ginga e do Caroço

     Caro leitor,

     Você provavelmente já deve ter ouvido falar em fusões e em mais uma dezena de expressões que permeiam o mundo corporativo moderno. Pois bem, o Ginga resolveu seguir os ensinamentos dos melhores manuais de administração e se juntou ao Caroço. A partir de hoje, a coluna diária do Ginga estará disponível no www.caroco.com.br. É só clicar! 

     Colaborador de primeira hora do podcast Caroço, que já está na 15ª edição e cujo link é http://www.podbr.com/podcult/caroco/caroco.html, o Ginga une-se ao Caroço, com o claro objetivo de formar um time forte e coeso. Juntos, estaremos prontos a dar vôos maiores e a oferecer a você, caro leitor, um blog mais completo e de boa qualidade.

     Portanto, como criador do blog Ginga, convido os meus fiéis 30 leitores diários a embarcarem nesta viagem, porque tenho absoluta convicção que esta união será um grande barato para todos nós. De coração, muito obrigado por esta parceria que já dura desde novembro. Nos vemos então no www.caroco.com.br.

     Maurício Capela 



Escrito por Maurício Capela às 22h34
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Cintra muito

   Rodrigo Cintra é juiz da nova safra do futebol brasileiro. Jovem e com a vitalidade necessária para estar sempre perto do lance, Cintra tinha tudo para se consagrar no clássico do Morumbi. Mas não o fez. Pelo contrário. Cintra estragou a partida.

   Até aí é chover no molhado, porque os programas esportivos de ontem à noite já esquadrinharam as imagens à exaustão. O diabo é que acho que Cintra poderia até ter errado muito no jogo de ontem, mas erraria com convicção se não tivesse o bendito ponto eletrônico.

   Se é bom ou se é ruim, o Ginga ainda não sabe. Mas para este blog é muito claro, posto do jeito que está, que o ponto só atrapalha, já que o equipamento transferiu a responsabilidade do árbitro para um palpiteiro de plantão, que no caso é o coronel ou major da Polícia Militar.

   Com todo o respeito que o coronel Marinho merece deste blog, ou se faz uso da tecnologia de forma adequada ou se abandona, porque o que não dá é para usar a meio pau. Aos fatos.

   Se a tecnologia foi usada para anular de forma equivocada o gol de Carlos Tevez frente o Palmeiras, ela também teria que ser usada para validar o gol de Josué. Afinal, ela existe para corrigir erros. Assim como também deveria ter sido usada para evitar que o árbitro marcasse um absurdo pênalti em favor do Peixe.

   Este blog defende o uso simples da tecnologia. Se for para lançar mão da modernidade, que se pare o jogo e que se veja se aquele lance polêmico deve ser validado ou não. Sei que vão dizer que a partida não acabará nunca. É verdade também. Mas ou se usa de forma adequada ou se abandona.

   O Ginga tem defendido o não-uso da tecnologia. Penso que isso só atrapalha o espetáculo e não faz o menor sentindo, porque tira o senso de responsabilidade do árbitro, o que aumenta seus erros durante os jogos. Sem tecnologia, o árbitro sabe que está na berlinda e não poderá perder a atenção sequer por um minuto. E sinceramente acho que é isso que acontece com a arbitragem do ponto eletrônico, o juiz se desliga do jogo. Talvez até não seja culpa dele, talvez seja produto da própria fraqueza humana.

  • Em tempo, os deuses da bola são engraçados pacas. Os meninos de ouro do Canindé tiraram temporariamente a Lusa dessa situação vexatória e agora estão na "final" do Paulistão. Será um jogo dos infernos, pode anotar!

  



Escrito por Maurício Capela às 12h37
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As mil e uma bolas de Romário

  Este blog tem acompanhado com atenção a busca de Romário pelo seu milésimo gol. Além de interessante, a busca tem um componente de marketing desproposital. Craque com "C" maiúsculo, Romário, honestamente, não precisava dessa marca. Primeiro, porque a busca posta da forma como está deixa de contar a favor do atleta e acaba por respingar na sua imagem de forma negativa. Passa a idéia de um desnecessário Vale-Tudo.

  Aqui, inclusive, cabe uma reflexão. O Ginga não sabe se o marketing adotado é o que fez a torcida brasileira olhar com estranheza a busca do Baixinho ou se realmente Romário quer fazer 1000 gols de qualquer forma?

  Lutar por mais este objetivo é um direito de Romário, que coleciona títulos e glórias importantes. Romário é gênio naqueles metros quadrados da grande área. Ali, ninguém pode com ele. Ele sabe o que fazer e o que faz muito bem são gols.

  Se não tivesse se lançado à mídia desta forma para divulgar a sua busca pelo milésimo gol, a sua ida para o Miami FC poderia até ser comparada a ida de Pelé ao Cosmos. Afinal, tanto o rei, quanto o príncipe, se mandaram para os Estados Unidos, porque além de quererem justamente encherem o bolso, tinham a missão de divulgar o esporte bretão pelo país.

  Mas soou errado, esquisito até. A ida de Romário para o Miami deu a impressão a este blog que o Baixinho só vai para lá, porque quer enfrentar umas babas e aumentar o número de gols. Não que no Campeonato Carioca não existam babas. Pelo contrário. Existem e são muitas. Mas é fato também que as babas de cá são mais difíceis que as babas americanas ou da República Dominicana.

  Romário, sinceramente, por tudo que você fez na sua carreira, este blog acredita que você deveria pensar em uma forma melhor para encerrá-la. Um artilheiro que ganhou a Copa do Mundo, campeonatos cariocas, espanhol e tantas outras conquistas não deveria deixar que nada, nenhuma rusga sequer, a arranhasse. Jamais... Mas infelizmente o que tem se visto é pouco cuidado com ela.

  Seus gols e sua sempre sincera verve sempre as vi como sua maior virtude. Afinal, Romário faz gols com a mesma facilidade com que defende suas idéias. E se são certas ou erradas, pouco importa. Até porque o Ginga respeita quem defende os que pensam com alma, como faz o Baixinho. É aí que reside a dúvida: teria sido Romário ou o marketing pelos mil gols que transformou essa busca, que tinha tudo para ser muito bonita, em algo marcado por desconfiança e adjetivado por um Vale-Tudo sem fim? E você, o que acha, meu caro leitor?



Escrito por Maurício Capela às 19h24
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Sansão

  Tem algum tempo já que São Paulo e Santos não fazem uma final de campeonato. É bem verdade que em um certame de pontos corridos não há decisão. Sim, é fato. Mas é correto também dizer que o clássico do próximo domingo tem um gostinho de partida final.

  Além dos destaques naturais de cada equipe, como é o caso dos goleiros Rogério Ceni e Fábio Costa, um duelo será travado fora das quatro linhas. De um lado, o "Pelé" dos técnicos, Vanderlei Luxemburgo, e do outro um dos mais promissores treinadores do futebol brasileiro, Muricy Ramalho.

  Luxemburgo e Ramalho inclusive têm lá alguma identidade. São donos de personalidades fortíssimas, sabem utilizar os microfones e entendem do riscado. Se por um lado, Luxa surgiu no Bragantino, por outro Ramalho tornou competitivo um time B, o que em tempos de vendas de jogadores quase que em contêineres para o exterior é um feito.

  Este blog acredita que o Santos, sim o Santos, vai colocar um tabu em um incômodo jejum que já dura quase 22 anos. Para o Ginga, o Santos será o campeão paulista de 2006.

  Mas a história deste clássico, carinhosamente batizado como "SanSão", guarda lá suas peculariedades. A última decisão de Paulistão que ambos estiveram reunidos foi em 2000, quando o Tricolor do Morumbi conquistou o caneco. Também estiveram juntos em 1980, quando o Peixe perdeu para o São Paulo. Enfim, o Santos não leva lá muita sorte quando tromba com o Tricolor em finais.

  Mesmo assim, penso que desta vez o título não escapa. O Santos está mais equilibrado. Tem jogadores que fazem a lição de casa direitinho. São do tipo que não perdem aula do amado mestre. Já decoraram a tabuada até do nove e não terão dificuldades se o tutor resolver mudar tudo de uma hora para outra. É como diz a arquibancada, tem o time na mão.

  Tem mesmo. Tem tanto que Luxemburgo mexe ali, troca jogador acolá e nada acontece. Ninguém dá um pio sequer.

  Já Muricy tem um time montado nas mãos, mas perdeu pontos bobos em jogos que fatalmente o colocariam com mais força na disputa. É o caso, por exemplo, da derrota para o São Bento.

  Derrota esta que botou fogo na parte de baixo da tabela. Com o empate entre Guarani e Corinthians, diga-se, a situação não mudou muito. Sinceramente, este blog está deveras triste. Afinal, além de Mogi Mirim, Marília e muito provavelmente Portuguesa Santista, quem vai conhecer os porões da segunda divisão do Paulista é a querida Associação Portuguesa de Desportos. Uma pena. Isso é uma vergonha, com a permissão de Boris Casoy. 



Escrito por Maurício Capela às 22h36
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Tapa-buraco alvinegro

  Ademar Braga foi efetivado no cargo de treinador do Sport Club Corinthians Paulista. Inicialmente, Braga não deseja a função ou fingia que não queria. Tudo bem, é normal. Afinal, é uma bucha de canhão dirigir o Corinthians na versão MSI. Sim, porque quatro técnicos já pegaram o caminho da roça na gestão do fundo presidido por Kia Joorabchian.

  O Ginga entende que tapa-buraco por tapa-buraco, então que se mantenha Ademar Braga. Até porque não é segredo para torcedor algum do Timão que um novo técnico será contratado após a Copa do Mundo. O detalhe é que o Corinhtians talvez não tenha Libertadores de América em 2007. Paciência. É o risco que se corre por não ter se planejado direito.

  Sinceramente, a MSI tem feito um bom trabalho no Timão, porque enquanto as autoridades brasileiras não se pronunciarem de maneira oficial a respeito do tema sobre se é lavagem de dinheiro ou não a parceira alvinegra, convém a nós profissionais de imprensa apenas bater palmas. Com exceção do cargo de "coach", o Timão contratou o melhor jogador da América do Sul, Carlitos Tevez, a promessa Nilmar, o bom lateral Gustavo Nery. Enfim, a lista é extensa.

  O único senão desta parceria é o diabo do técnico e do goleiro, porque realmente o Corinthians carece de bons profissionais em ambas posições. Então, este é o calcanhar de Aquiles do Timão e sua parceira.

  Já no Palmeiras, por exemplo, técnico de qualidade não falta. Em que pese que Émerson Leão seja um tanto nervoso ou destemperado, o cargo de treinador está extremamente bem ocupado. Tivesse o Timão um técnico como Leão e fatalmente brigaria pelo título da Libertadores.

  Agora, o Pelé dos técnicos tem nome e sobrenome. É Vanderlei Luxemburgo. Pegou um time comum do Santos, diga-se extremamente bem montado, e voilà, a Vila Belmiro briga para colocar fim a jejum dos mais desconfortáveis. Seria ou será o fim de um tabu que já dura desde 1984? Acredito sinceramente que sim, que o tabu já era. O Santos é o campeão paulista de 2006.

  Neste momento, o São Paulo procura respirar no certame e já ganha por um a zero. Mas acho honestamente que Muricy Ramalho, que venceu a competição em 2004 com o São Caetano, desta vez não levará o caneco para casa. Desta vez e agora, quem dá bola é o Santos.



Escrito por Maurício Capela às 21h59
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Faltou Luz a Gaúcho

  O Estádio da Luz assistiu a um espetáculo de futebol nesta terça-feira. Digo o estádio, porque só ele mesmo poderá explicar algum dia o que aconteceu no templo de Eusébio. Benfica e Barcelona fizeram um jogo repleto de alternativas, lances polêmicos e muita, mas muita técnica. E neste aspecto, o Barça mostrou que está um passo a frente dos demais times do Velho Continente e porque não do mundo.

  Se não fosse pela arbitragem ruim de "sir" Steve Bennett, os deuses da bola mais uma vez pregariam uma peça. Sim, porque o Barcelona cometeu sim um pênalti infantil, que poderia ter dado números finais e favoráveis à equipa portuguesa.

  Agora, como "se" não joga, então o que se viu foi uma supremacia absoluta da equipe catalã no primeiro tempo. Com direito a lambanças e mais lambanças de Marcelo Moretto, o goleiro dos encarnados, o Barcelona só não imprimiu uma goleada histórica, porque os deuses da bola, sim só podem ter sido eles, não permitiram.

  O diabo é que no segundo tempo o Benfica encontrou seu jogo. Parece que entendeu a forma como o Barcelona se movimenta em campo e como pará-lo. Enfim, o jogo de volta no Camp Nou promete muitas emoções.

  Semanas atrás este blog já havia alertado sobre o confronto. Repito. O Benfica não é galinha morta. Engana-se quem acha que será fácil. Não, não será fácil. E não adianta recorrer ao fato de que duas bolas foram a trave, porque a trave existe para isso mesmo. E tampouco adianta colocar a culpa no preciosismo de Eto'o, porque reitero que a arrogância catalã poderá decretar o fim do Barcelona na disputa.

  Naquela oportunidade, o Ginga já havia dito que o Estádio da Luz seria um inferno, o que de fato o foi. A torcida dos encarnados é uma espécie de Corinthians, com todos os ingredientes que a Fiel tem. Então, não estranharia se os benfiquistas desandarem em peso em Barcelona.

  O Camp Nou, obviamente, será catalão, mas os adeptos do Benfica queriam ver até onde seu time poderia ir e pelo que viram há chance. Repito, o Barça é favorito, mas o Benfica não é galinha morta.

  Foi assim em 1961 na Batalha de Berna, quando o Benfica de Coluna e Eusébio eliminou uma seleção do Barcelona, que perdeu o jogo por 3 a 2. O detalhe é que os espanhóis haviam chutado duas bolas na trave, como nesta terça.

  De novo, o que há e o que existirá por trás desse jogo não é o Benfica. É Portugal e não será fácil para a turma do Barcelona, principalmente se Eto'o mantiver a empáfia e o luxo de perder gols feitos.

  O único detalhe que este blog chama a atenção é para o goleiro do time português. Conheço Moretto desde os tempos que surgiu na Lusa e afirmo tranquilamente. Sua principal característica não é a saída de bola, como se viu, e tampouco suas defesas. Sua maior virtude é ser um grande defensor de pênaltis. Com a palavra, os deuses da bola.



Escrito por Maurício Capela às 18h46
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O Corinthians e Palmeiras do Planalto

  Francenildo Santos Costa, o caseiro, é palmeirense. De origem humilde e sujeito a ter poucas oportunidades na vida, Nildo, como é conhecido, é um típico brasileiro. Gosta de futebol, certamente deve arriscar uns passinhos de forró e ainda de quebra deve ter o sonho de morar na cidade grande cristalino em sua mente.

  Pois bem, Nildo, o palmeirense, está louquinho para vir a São Paulo e inclusive deverá visitar em breve a capital econômica do País. Convidado por parlamentares que estão mais interessados em transformar Nildo no principal atacante de um verdadeiro Corinthians e Palmeiras, o caseiro que já derrubou Palocci ameaça fustigar ainda mais a já frágil defesa do corinthiano Lula.

  Nildo, com razão, anda indignado com a falta por trás que a violenta defesa alvinegra do Planalto praticou. Afinal, infiltraram espião na concentração do adversário e mandaram para escanteio qualquer mínimo valor ético. O pior é que a Confederação da Polícia Federal assistiu tudo caladinha.

  Verdade. Nenhum juiz conseguiu ver a infração, o que chega a ser incrível. Assim como Cleber Abade recorreu ao Big Brother Paulistão, alguém do Supremo também poderia ter recorrido a alguma bandeirinha de plantão. Mas ninguém fez nada, o que é incrível de novo.

  O caseiro palmeirense, portanto, que está louco para pisar no imortal Jardins Suspensos de Palestra Itália, não deixou o gramado. Foi reclamar na Confederação da Polícia Federal e recebeu um cartão amarelo em forma de intimação. Na próxima, avisaram, vem o vermelho. Afinal, o nobre Damásio, que ocupa cargo de primeira hora na Confederação, já disse a uma repórter: "Minha filha, estamos no Brasil... Ah, pelo amor de Deus".

  Tem razão, senhor Damásio. O Corinthians e Palmeiras do Planalto não é muito diferente do jogo de ontem do Morumbi. Tem de tudo um pouco. Erros, invasão, lances polêmicos e alteração de resultado. O desrespeito e a lisura, que estiveram no espetáculo do Cícero Pompeu de Toledo, foram os mesmos que encontramos no clássico do Planalto.

  O duro é saber o que vem primeiro ou quem é extensão de quem, porque se o brasileiro encara a vida, muitas vezes, pelas coisas que acontecem no gramado, também é verdade que observa com crescente atenção os desmandos na esfera política.

  Agora, na verdade, na verdade mesmo, o único detalhe que diferencia o confronto de ontem e o do Planalto é que o jogo do Morumbi não tinha o "matador" Nildo em campo. Ah, porque se tivesse, certamente a história da peleja teria sido outra. Acredito que pelo menos um técnico caíria ontem.

  Mas não há de ser nada. Afinal, haverá renovação da diretoria agora em outubro. O atual comando pensa em permanecer mais um tempo por lá. Então, deverá consultar conselheiros, que certamente vão querer saber que tipo de contratação nos prometerá o cartola corinthiano Lula. Será que vão conseguir contratar o Nildo? Afinal, todo jogador que se destaca é alvo dos galácticos da América do Sul, não é mesmo?



Escrito por Maurício Capela às 19h36
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Apito Amigo: Versão Alviverde

  É bem verdade que o São Paulo cresceu muito nos últimos anos. Conquistou títulos importantes, revelou jogadores fundamentais para o País e ainda aumentou substancialmente sua torcida. Tudo isso é verdade. Só que o maior clássico do futebol paulista ainda é Palmeiras e Corinthians. Em que pese a crescente rivalidade entre são-paulinos e corinthianos, o alviverde e o alvinegro quando se encontram é tiro e queda: o jogo é deveras nervoso.

  No Morumbi de domingo à tarde, não foi diferente. De um lado, um Palmeiras ávido por uma vitória, que certamente o colocaria em condições de brigar pelo caneco do Paulista. Do outro, um Timão quase nem aí com a competição. Não vai brigar pelo título e tampouco pelo rebaixamento. Só que Palmeiras e Corinthians é sempre Palmeiras e Corinthians. Não tem essa de meio jogo ou partida amistosa. É duelo por inteiro, com direito a tapa com luva de pelica e provocações de parte a parte.

  Só que o jogo perdeu a graça, quando o apito amigo versão alviverde entrou em campo. O Corinthians foi prejudicado e porque não dizer que o futebol brasileiro também o foi. Afinal, a brincadeira de mau gosto feita pela bandeira Ana Paula ao anular uma pintura em forma de gol de Carlitos Tevez só prejudicou o espetáculo. Depois, o resto foi conseqüência. As brigas e a invasão de campo só coroaram um confronto que havia sido manchado pela arbitragem. Uma pena!

  O detalhe é que a brincadeira de Ana Paula poderia ter decidido o campeonato, já que uma derrota alviverde praticamente enterraria o sonho palestrino de brigar pelo caneco. Afinal, o Santos abriria cinco pontos de vantagem. Uma belíssima diferença é bom que se diga. Agora, ficou difícil, mas ainda dá. Até porque a arbitragem deu uma colaborada para que o Santos vencesse o Juventus no sábado no Pacaembu também. Então, elas por elas.

  O que me chama a atenção, sempre, é a quantidade gigantesca de erros de arbitragem na reta final de qualquer campeonato. É impressionante e sinceramente só posso creditar isso à pressão. Não posso dizer que um árbitro, hoje e depois de tudo, entre em campo disposto a fabricar resultado. Tal imbecilidade não seria possível em um curto espaço de tempo em relação ao "Apitogate" de Edílson Pereira de Carvalho. Não, não seria possível...

  O fato é que além de ter sido um escândalo, o que aconteceu no Morumbi é preocupante. Mostra um profundo descontrole da arbitragem e mais uma crescente dúvida a respeito da qualidade da bandeira a respeito de seu entendimento à regra. Sinceramente, foi ridícula e primária a anulação do gol. Na verdade, foi patética.

  Nunca vi juiz algum voltar atrás em lance qualquer, por mais absurda que seja sua marcação. Então, sinceramente, o lance foi esquisito e me causou um certo estranhamento. Afinal, o que diabos passou na cabeça da bandeira e do seu Cléber Wellington Abade? Não sei. O nobre leitor, por um acaso, teria vaga idéia?

  Mas o certame não está só eletrizante na parte de cima da tabela. No pedaço do rebaixamento, a coisa começa a esquentar. Tanto que no Canindé, uma pequena luz no fim do túnel se acendeu. Os moleques de base fizeram um jogo primoso e digno de nota. O que vi no doutor Oswaldo Teixeira Duarte foi o surgimento de uma nova geração na Lusa. Joãozinho, Diogo, Jackson, Leonardo, Sandro Cearense e Raí, se bem treinados e com jogadores bons e experientes ao lado, têm totais condições de trazer a Portuguesa à primeira divisão do Brasileiro. Não sei se vai dar tempo de tirar a Lusa da segunda divisão do Paulista, mas há muito não via uma turma disposta.

  Já o Marília, é o Marília, vai fazer uma final na próxima quarta-feira conta a Lusa no Bento de Abreu. Jogo de seis pontos mesmo, enquanto a Lusa Santista, o Guarani, o São Bento e até a Ponte Preta vão ter que suar gotas de sangue em seus jogos.

  Agora, muito cá entre nós, veja só que incrível, caro leitor. Bastou um campeonato com um pouquinho de organização e, voilà, a emoção está de volta. A inteligência custa a criar, mas quando cria, dá gosto de ver.



Escrito por Maurício Capela às 21h29
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O PC do Timão

   Este blog comentava na coluna de ontem sobre o comportamento da MSI no que diz respeito ao comando técnico do Sport Club Corinthians Paulista. Não deu outra. Vem aí mais um tapa-buraco. Enfim, este parece ser o destino desta parceria. Se por um lado é capaz de trazer o melhor jogador da América do Sul, Carlitos Tevez, por outro troca de técnico como troca de roupa.

   A MSI erra e erra feio ao contratar um técnico que não tem a necessária grife. O que é preciso ficar absolutamente claro que este blog não tem nada nem contra o trabalho de PC Gusmão, como tampouco com a personalidade do atual técnico do Cruzeiro. Só que nesta história toda tem um detalhe. O Timão é uma agremiação que necessita de grife. Não adianta tapar o sol com a peneira.

   Principalmente depois que a MSI assinou um acordo com o Corinthians, não há como negar que o o time de Parque São Jorge subiu vários degraus na escala elitista do futebol. Quer e pode ser os galácticos sul-americanos e é por esta característica que não pode se dar o luxo de apostar em um treinador que não tem o necessário carisma.

   Mesmo confiante de que essa análise encontra eco na torcida alvinegra, o Ginga transfere uma pergunta que o martela desde o início da coluna. Será que o PC Gusmão no Timão não poderá se tornar o Vanderlei Luxemburgo do Palmeiras na era Parmalat? Sinceramente, este questionamento não sai de meu cérebro, enquanto elenco várias razões que julgo adequadas para o Timão não trazer PC Gusmão.

   O único senão de toda essa história é que PC Gusmão teve um começo de carreira completamente diferente de Luxemburgo. Luxa ganhou a segunda divisão do Paulista e do Brasileiro pelo Bragantino, antes de arrematar por duas vezes o Paulistão e o Brasileirão pelo Palmeiras. Depois, fica até difícil elencar a quantidade de títulos deste técnico, que é gênio fora das quatro linhas.

   Mas quanto a PC Gusmão, penso que ele sabe até lidar um pouco já com estrelas, o que pesa muito a seu favor. Agora, o que mais me desagrada é que PC não tem grandes títulos ainda. Na realidade, provou pouco à frente dos times que comandou e acho que isso o atrapalhará muito, muito mesmo. A Fiel costuma cobrar resultados imediatos e, principalmente, em ano de Libertadores. Penso que a diretoria alvinegra deveria analisar com mais critério outros nomes e esperar um pouco. Até porque com aquele futebolzinho de ontem, este time do Corinthians não vinga na Libertadores. O que foi aquilo, hein?



Escrito por Maurício Capela às 19h09
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Felipão será do Timão

  Luiz Felipe Scolari é sujeito hábil com as palavras. Mesmo com aquele aparente jeitão de que não articula lé com cré quando vai dar alguma entrevista, Felipão desconcerta boa parte da imprensa e ainda de quebra sabe pegar a boleirada de jeito. Tudo isso, claro, de um jeito nada francês. Vai no estilo Vanerão mesmo e pronto.

  De passagem por São Paulo, Felipão resolveu dar alguma idéia sobre o que fará da vida após o Mundial e tudo indica que deverá voltar ao Brasil. Se não renovar com a seleção portuguesa, o que acho bem provável, Felipão desembarcará por aqui novamente, o que é ótimo para o futebol brasileiro.

  Se isto realmente acontecer, não precisa ser nenhum gênio para cravar que Felipão vai treinar o Corinthians. Isso, claro, se a MSI ainda estiver por lá, porque dependendo do que acontecer na noite de hoje no Paulo Machado de Carvalho, não sei não, mas...

  O fato é que se o Ginga estiver errado e as coisas caminharem com uma certa naturalidade, Felipão cairá como uma luva no time da MSI. Não há dúvida alguma. É uma opção 456 vezes melhor que Paulo Autuori, que não tem o mínimo jeito e empatia com o Corinthians. Autuori é a cara de times como o São Paulo, que gostam e sabem planejar com algum prazo. No Parque São Jorge, as coisas são para ontem e duvido que esperariam ou segurariam-no no cargo em caso de revés. Então, é bobagem mesmo deixar o Japão neste momento.

  Felipão, não. Felipão já é diferente. Dá sempre um jeito no elenco, diga-se, com o que tem na mão naquele momento e acaba produzindo resultados imediatos. Além de gostar de um time raçudo, que vez por outra abusa da violência, o treinador se encaixaria como uma luva no Parque São Jorge. Será um caso de amor à primeira vista. 

  Agora, é simples. Se o discurso da MSI e suas ações mantiverem o nível de coerência atual, acredito que Kia Joorabchian vai acabar por esperar pelo fim da copa do mundo. Só assim as opções de mercado vão aparecer e a parceira alvinegra poderá escolher o que haverá de melhor na prateleira.

  Mas se o pensamento se distanciar das ações, penso que logo, logo vai pintar um tapa buraco no Timão. Afinal, o que é mais um técnico para quem já mandou quatro para rua em um ano e alguns meses, não é mesmo? Por enquanto, contudo, a parceira tem ainda crédito, porque mesmo tendo demitido um monte de treinadores as promessas de Mr. Kia têm saído do papel com certa rapidez. Neste caso, então, é melhor esperar um pouco. 



Escrito por Maurício Capela às 19h48
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Um Canindé de emoção

   Este blog não poderia deixar de falar sobre a última do esporte e a última vem do Canindé. A Portuguesa, que na opinião do Ginga já caiu para a segunda divisão do Paulistão, quando perdeu para o São Bento por dois a zero no Canindé, resolveu dispensar meia dúzia de jogadores nesta terça-feira. A saber: Leandro, Cléber, Sílvio Criciúma, Almir, Rodrigo Pontes e Peter.

   Não vou nem analisar se a atitude foi correta ou não, porque já disse, a Lusa já caiu. Mas é preciso que você saiba que na verdade, na verdade mesmo, a decisão do atual presidente Manoel da Conceição Ferreira, o Mané da Lupa, foi uma tentativa de reeditar a conhecida noite do "Galo Bravo" de 1972, quando o doutor Oswaldo Teixeira Duarte mandou seis embora, entre eles o bom volante Lorico.

   Só que diferentemente da noite de OTD, a noite de Da Lupa não tem a mesma envergadura. Primeiro, porque no banco de reservas não tem nenhum Enéas e tampouco Basílio. A noite do Galo Bravo de 72 guardava uma geração de ouro inteirinha no seu banco de reservas. Era um timaço prontinho para ganhar a titularidade. Tanto foi que a Lusa ganhou o Paulistão de 73 e foi vice-campeã em 75 com àquela molecada.

   Como o estilo OTD de administrar ainda assombra qualquer pessoa que venha assumir a presidência do clube, talvez o atual mandatório da Lusa tenha ficado tentado a repetir o feito da década de 70. Só que a Lusa de hoje não é nem sobra da Portuguesa de há cinco anos, para não ir muito longe. Apesar de ter dois moleques bons de bola, Diogo e Joãozinho, não há nenhum Enéas. Não, não há. Então, o tiro vai sair pela culatra.

   Mas no Canindé é assim. É um lugar afeito a bravatas. As mesmas bravatas que tiraram José Carlos Brunoro do comando diretivo do time no início dos anos 2000. Afinal, as alamedas do Canindé ficaram enfurecidas porque Brunoro sugeriu o acréscimo do nome Real à Portuguesa, o que tornaria a agremiação com o nome "Real Portuguesa". Que fica até simpático, diga-se.

   Então, não se engane meu caro leitor, porque essa proposta de Real Portuguesa que surgiu no jornal Agora na edição do último fim de semana, não é nova. É cópia. Só que agora pode, porque o presidente atual está à frente. Esta é a Portuguesa, um lugar onde a vaidade dá em árvore e a arrogância brota nos já não tão cuidados jardins do Canindé.   

   Mas como se trata de Lusa, uma bravata só não é suficiente. É preciso mais. Então, pode deixar que essa o técnico Edinho dá conta do recado. O comandante da fragata rubro-verde agora resolveu dar uma de midas e reuniu o seu elenco pela manhã. Sem meias palavras, o treinador comunicou ao time que a Portuguesa já está na segunda divisão do campeonato. Uma beleza, seu Edinho!

   De novo, fiquei com a sensação que ouvi errado, porque pelo que me consta o técnico, como comandante de um grupo de pessoas, deveria ser o último a abandonar o barco. Então, é novidade para mim e Edinho lançou moda. Como treinador que é, resolveu ele abandonar o barco primeiro. Sensato. Sugiro também que peça demissão, porque aí o serviço fica completo.

   Como jornalista, tenho todo o direito de achar que a Lusa já caiu. Agora, o técnico que recebe seus salários em dia e que comanda um grupo, não tem esse direito. Ou então se ele pensa assim, que peça demissão e dê lugar para outro, porque é assim que as coisas funcionam. Imagine se o Giba tivesse entrado no Pacaembu naquele jogo contra o São Paulo com essa mentalidade. Afinal, as situações são bastante parecidas. Teria tomado uma sonora goleada. Então, desculpe, um líder tem que ir até o fim ou tem que ter a coragem e a ética de pular fora e dar lugar a outro.

   Por ora, este blog não tem qualquer informação, mas se o Ginga conhecer só um pouquinho de Canindé, ele pode afirmar tranquilamente que Edinho já caiu. Afinal, aquele pedaço da Marginal Tietê é bastante afeito a bravatas e shows de pirotecnia. E convenhamos, mais uma, menos uma, não vai fazer a menor diferença. Triste fim!  



Escrito por Maurício Capela às 21h25
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Givanildo: solução boa para todos

   O Ginga, recentemente, escreveu sobre a contratação de Lothar Matthäus pelo Atlético Paranaense. Como marketing, este blog reitera, é sensacional, mas como resultado havia dúvidas. Não deu outra. O resultado não foi o que se esperava.

   Matthäus foi craque de bola, mas fora das quatro linhas tem se revelado dono de uma personalidade no mínimo esquisita. Coleciona problemas com elencos pelo futebol afora e ainda de quebra é acusado sutilmente de ser racista por quem já foi treinado por ele. Enfim, este é o alemão.

   É inegável o crescimento do Atlético Paranaense em nível nacional. O clube da Arena da Baixada se projetou no Brasil e ganha cada vez mais espaço no exterior. Desde 1995, aliás, é bom que se diga que o Atlético faz um trabalho maravilhoso de fortalecimento de sua musculatura. Investe pesado em categorias de base, forma bons times, revela jogadores de nível e tem acertado vez após vez nos técnicos que contrata.

   Para o Ginga, a contratação de Matthäus foi um equívoco, portanto uma exceção. Não pairava qualquer dúvida sobre isso. Primeiro, porque o alemão não conhece vírgula e travessão do futebol praticado no Brasil. Depois, porque é chegado em uma confusão. Sua própria saída do time do Paraná explica muito. Por fim, está acostumado a treinar jogadores de nível um e não tem o hábito de garimpar talentos no próprio clube para que as deficiências do time sejam solucionadas dentro de casa. Afinal, não sobra dinheiro para ninguém no Brasil

   Mas agora sem Matthäus, o Atlético anuncia Givanildo. Eis aí uma belíssima contratação. Givanildo, que foi bom de bola, conhece do riscado. Sabe suprir ausência de valores com peças da própria casa e sabe trabalhar com orçamentos apertados. Além disso, Givanildo tem um "q" de estrategista. É técnico que costuma estudar o adversário.

   Pesa contra Givanildo sua passagem desastrosa à frente do Corinthians. Mas isso, na verdade, aconteceu já na distante década de 90, quando o Timão tinha no comando de ataque Kel. Lembra dele? Pois é, só que não foi Givanildo que indicou a figura. Asseguro. A bem da verdade, o treinador recuperou-se no cenário nacional com o Santa Cruz, quando este ascendeu à divisão maior do futebol nacional.

    O fato é que se aceitou o convite do Atlético para desenvolver um trabalho de longo prazo, assim como fez no time de Pernambuco, Givanildo acertou em cheio. Agora, se topou ser tapa buraco, lamento, mas Givanildo comete equívoco. Por ora, é cedo para dizer, mas desconfio que foi uma excelente para ambos. Se de um lado, o técnico terá chance de recuperar seu prestígo em nível nacional, por outro, o Atlético terá alguém que conhece do riscado. Givanildo, torço por ti. 



Escrito por Maurício Capela às 01h16
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Paulistão eletrizante

   De uns tempos para cá, tem-se repetido que o Campeonato Paulista não vale absolutamente nada. É uma meia verdade. É claro que quando tiraram do Paulistão a primazia de indicar os clubes para a Copa do Brasil, quando esta competição só aceitava os campeões e os vice-campeões de cada estado do País, o certame perdeu força. Sim, é verdade. Só que o bom e velho Campeonato Paulista ainda tem seus encantos.

   Na verdade, nem poderia deixar de ser assim. Afinal, a rivalidade que marca as agremiações da capital e também do interior é fruto do Paulistão. Corinthians e Palmeiras, São Paulo e Santos, Portuguesa e São Paulo, Guarani e Ponte Preta, enfim, todas essa rivalidades foram construídas neste campeonato.

   Olha que bastou um pouquinho só de organização para que o velho Paulista voltasse a brilhar. Com uma diferença de dois pontos, Santos e Palmeiras prometem infernizar o campeonato até o fim. Isso sem falar na briga desesperadora da tabela na parte de baixo.

   O time da Vila Belmiro tem pela frente Juventus, Bragantino, São Paulo e Portuguesa. Já o Verdão de Leão pega ainda o Corinthians, o Paulista, Rio Branco e Santo André.

   Em tese, o Santos tem um pouco mais de dificuldade do que o Palmeiras. Não tenho dúvidas que o Peixe vai engolir Juventus e Bragantino. Agora, com relação ao São Paulo, a história será um pouco mais indigesta. Por mais que o Tricolor esteja fora da disputa, vencê-lo é sempre uma dose para leão. Já contra a Portuguesa na Vila Belmiro, tudo vai depender do que o time do Canindé fizer nos próximos jogos. Se a Lusa chegar na última rodada desesperada por uma vitória que a livraria da segunda divisão, que na opinião deste blog já é uma realidade, o alvinegro praiano terá sérias dificuldades.

   Pelos lados dos jardins suspensos de Palestra Itália, a história é mais fácil porque o Verdão só encara o Corinthians. Depois, teoricamente, reunirá todas as condições de bater o Santo André e os demais. Na verdade, na verdade, a sorte do Palmeiras depende muito do próximo compromisso contra o Timão. É ali, mais uma vez diante de um adversário para lá de indigesto, que Leão e seus atletas precisarão dar uma resposta à altura. Sem dúvida, valerá a pena conferir. É um desses clássicos com "C" maiúsculo. 



Escrito por Maurício Capela às 11h21
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Nazismo, só faltava essa

  Faz um bom tempo que o capitalismo tomou de assalto os símbolos de toda e qualquer espécie. Bastou que o Muro da Vergonha fechasse os olhos e, voilà, os donos do dinheiro subverteram a ordem por lá. Compraram empresas, passaram a vender Coca-Cola e o McDonald's, claro, também desembarcou em terra estranha, em terra de Lênin.

  Às portas da Copa do Mundo, portanto, uma companhia da Holanda resolveu botar lenha na fogueira e inaugurou uma linha de capacetes, capacetes no formato da tropa de Adolph Hittler. Tem do Brasil, da Alemanha, da Holanda, enfim, tem de quase todo mundo. É o poder da grana, de novo.

  Talvez você diga que o Ginga anda meio ácido ultimamente, mas muito cá entre nós, esse produto é de um mau gosto que há muito não se via no capitalismo. Além de pegar carona em um símbolo, que sinceramente preferia que jamais tivesse existido no mundo, lançar uma linha de capacetes às portas de uma Copa do Mundo que será realizada na Alemanha, berço do nazismo, a mim soa, no mínimo, como provocação. É de um tremendo mau gosto, reitero.

  Até porque quem já visitou a terra germânica sabe que boa parte dos alemães tem uma relação de profundo desconforto com o nazismo. Muitos, muitos mesmo, se envergonham de sua pátria ter produzido algo tão odioso, tão monstruoso. Muitos costumam nem olhar nos olhos do interlocutor, quando são obrigados a falar sobre o tema.

  O mundo já tem problemas demais com a captura de símbolos e seu uso em situações no mínimo duvidosas. Não custa lembrar das benditas charges, publicadas na imprensa dinamarquesa, que balançaram o mundo árabe. Então, há certas situações que nós, humanos, poderíamos evitar a contento.

  Só que tem uma turma que curte uma polêmica. Até porque polêmica significa marketing e marketing significa vendas em ascensão. Duro dilema do mundo pós-moderno, que o futebol e todo seu circo ao redor não discutiu, simplesmente incorporou a filosofia. Uma pena.

  • Em tempo, é com muita gratidão que este blog agradece o crescente número de visitas. Já superamos a casa de 60 visitas diárias, o que nos deixa bastante feliz. Muito obrigado!


Escrito por Maurício Capela às 21h41
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Ponto G-14

   O manifesto da bola, assinado pelos 14 clubes mais importantes da Europa, tem tudo para ser a pedra fundamental de um maravilhoso mundo novo, muito embora não devamos nos enganar quanto às cláusulas que tratam do "social". Além do termo ser absolutamente vago, fico cá com a pulga atrás da orelha ao ler o verbete em dois dos dez mandamentos e de quebra ainda vê-lo sendo citado em outro item de forma indireta.

   Como se diz no velho continente, é bom desconfiar quando a esmola é demais. Mesmo assim, a iniciativa dessas 14 agremiações é louvável e certamente será melhorada à medida que a discussão ganhar corpo no mundo da bola. Agora, as diretrizes que tratam do aumento da transparência, assim como da representação direta por parte dos clubes, são pontos que a mim me parecem absolutamente corretos. Seria, em tese, um golaço. Um gol de placa!

   Até porque não há motivo algum para a Fifa continuar a dormir em berço esplêndido, ditando as normas do esporte, se refestelando com o dinheiro dos clubes e não permitindo que os mesmos possam em alguma medida exercer o sacro direito do voto. Não existe razão para esse tal status quo.

   O Ginga também pensa que brigar pelo estabelecimento de uma regra clara, que abranja o todo e não o particular, também é fundamental. Afinal, o futebol italiano, espanhol, inglês e da América Latina precisa de um ambiente regulatório claro, limpo e cristalino, porque caso o contrário o que veremos é a continuação de negócios que, no mínimo, são suspeitos. E tudo que o futebol não precisa é se tornar uma grande lavanderia.

   Agora, já que a Europa tocou no aspecto social, porque não incluir uma cláusula de sobrevivência mútua. Em outras palavras, quando um clube de lá compra um jogador de cá a preço de ouro, porque ao invés de se despejar uma bolada na agremiação brasileira, por exemplo, não fica o compromisso de que o time receptor da bufunfa não possa também ser agraciado com um jogador de qualidade da pátria do clube comprador. A proposta é meio complicada à primeira vista, mas o Ginga explica.

   Por exemplo, quando o São Paulo vendeu o Kaká para o Milan, ao invés de receber somente a grana, essa cláusula possibilitaria também que o Tricolor do Morumbi importasse um jogador italiano da gema de uma lista de quatro nomes que o Milan pudesse ofertar naquele momento. Assim, o intercâmbio entre diferentes escolas da bola aumentaria no Brasil e mexeria com o nosso campeonato.

   O diabo é saber quem responderia pelos salários desse atleta. Mas isso é uma questão de se achar um mecanismo, que poderia muito bem recair sobre o valor futuro que o clube formador do atleta hoje já tem direito na nova legislação. É só uma questão de vontade, porque money não deixará de existir.

   Enfim, é uma idéia, que fatalmente viraria os olhos da imprensa mundial para a América Latina. E isso, certamente, ajudaria os clubes de cá a disputar finalmente o prêmio de melhor jogador do planeta na Fifa, o que favoreceria os atletas e dificultaria cada vez mais esse êxodo precoce dos jogadores brasileiros, já que não há como brigar de peito aberto com a força do dinheiro. Não sei. É só uma idéia. 



Escrito por Maurício Capela às 22h06
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